D. João Lavrador desafia agentes pastorais a viver a liberdade no amor e no serviço

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O Bispo de Viana do Castelo, D. João Lavrador, presidiu à Eucaristia de encerramento do 48.º Encontro Diocesano de Pastoral Litúrgica, que decorreu nos dias 14 e 15 de fevereiro, no Centro Pastoral Paulo VI, sob o tema “Liturgia no diálogo de Deus com o mundo”.

Na homilia, o prelado sublinhou que não é possível ser cristão sem integrar uma comunidade e sem caminhar para a perfeição que é a comunhão no amor. “O amor elege-nos não para nos distinguir dos outros, mas para nos enviar em missão”, afirmou, recordando que todo o ministério na Igreja nasce de um chamamento de Jesus Cristo e deve ser vivido como serviço.

D. João Lavrador destacou a importância dos diversos ministérios na vida das comunidades, desde o sacerdócio ao diaconado permanente, o ministério instituído de catequista aos animadores da celebração na ausência de presbítero, como “expressão concreta da comunhão e da corresponsabilidade eclesial”. Num contexto de mudanças sociais e culturais, apelou a uma Igreja capaz de escutar os sinais dos tempos e de responder às necessidades concretas com disponibilidade e criatividade pastoral.

Refletindo sobre as leituras proclamadas, o Bispo Diocesano centrou-se na liberdade cristã como “dom” que encontra a sua consistência no amor. E evocando a progressividade da Revelação, afirmou que “Jesus não veio abolir a Lei, mas levá-la à plenitude”, convidando os fiéis a ultrapassar “o mero formalismo” para alcançar o coração do mandamento: a reconciliação, o perdão e a caridade vivida no concreto da vida quotidiana. “O amor leva-nos ao máximo, não ao mínimo exigido”, afirmou, alertando para o risco de um legalismo vazio ou de um tradicionalismo desprovido de vida.

Para D. João Lavrador, a comunidade cristã é chamada a ser “escola de comunhão e de amor”, testemunhando no mundo a paz, a harmonia e a humildade que brotam do Evangelho.

O encontro terminou com o apelo à coerência e à clareza de vida. “Que as vossas palavras sejam ‘sim, sim; não, não’”, citou, incentivando os participantes a assumirem com coragem e simplicidade o testemunho da fé numa sociedade marcada pela ambiguidade.

A iniciativa foi promovida pelo Secretariado Diocesano da Liturgia e reuniu agentes pastorais de toda a Diocese de Viana do Castelo para dois dias de formação, partilha e celebração.