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D. João Lavrador desafia novos cursilhistas a viverem a fé com esperança e amor
Mais de uma dezena de novos cursilhistas, provenientes dos Arciprestados de Arcos de Valdevez, Monção, Viana do Castelo e Esposende, da Arquidiocese de Braga, participaram no 91.º Cursilho de Cristandade de Homens da Diocese. O encontro decorreu entre os dias 28 e 31 de janeiro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Darque, e contou com a presença de D. João Lavrador, que presidiu à sessão de encerramento.
A equipa sacerdotal foi constituída pelo padre Paulo José Norberto Alves, diretor espiritual do Cursilho, e pelos padres Nuno Maria Martins dos Reis Santos e João Pedro Barbosa Santos. A equipa leiga integrou 10 dirigentes do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC), sendo reitor e coordenador o dirigente Joaquim Carlos Almeida Miguelote, de Carreço.
O encerramento teve início com uma breve intervenção do coordenador do Cursilho, que agradeceu a presença de todos, seguindo-se os testemunhos dos novos cursilhistas, que destacaram o fortalecimento da sua fé e as visitas ao Sacrário, vividas numa comunhão íntima e marcante com Cristo.
Na sua intervenção, Carlos Miguelote partilhou o seu testemunho pessoal, relatando a caminhada antes e depois da experiência do cursilho, confessando que, apesar de aparentemente nada lhe faltar, sentia um vazio interior, preenchido após viver esta experiência, que lhe proporcionou uma nova perspetiva de vida, assente no amor de Cristo. Destacou ainda a importância dos dirigentes que o acompanharam no seu percurso e concluiu afirmando que aquilo de que o mundo mais precisa são gestos de amor.
Referindo-se ao decorrer do cursilho, sublinhou o clima de “alegria e amizade” vivido ao longo dos dias, destacando a colaboração “generosa” e o trabalho “incansável” das equipas leiga e sacerdotal. “É uma graça muito grande ver estes sacerdotes novos a trabalharem nos cursilhos, com tanto entusiasmo”, afirmou.
O diretor espiritual do Cursilho, Pe. Paulo Alves, destacou “o exemplo, o testemunho e o empenho” dos leigos, sublinhando a sua permanente missão evangelizadora. Referiu ainda o elevado número de mensagens de apoio recebidas, provenientes da Diocese, de várias Dioceses de Portugal e de diferentes partes do mundo, bem como a importância das reuniões de preparação da equipa para a realização do cursilho.
Classificando este encontro como mais “um momento de graça”, graças ao “oxigénio” da retaguarda de oração, o sacerdote concluiu agradecendo aos padres que integraram consigo a equipa sacerdotal e à equipa leiga, com um agradecimento especial ao reitor do Cursilho, Carlos Miguelote, pelo seu “exemplo e dedicação”.
Já a presidente do Secretariado Diocesano, Conceição Ponte, agradeceu a presença de todos e apelou a que os novos cursilhistas não sejam deixados sozinhos, incentivando a sua participação nas Ultreias. Deixou ainda um agradecimento especial ao Bispo diocesano, D. João Lavrador, pela sua presença constante e pelo incentivo que, através dela, transmite a este movimento de evangelização.
Findas as intervenções, seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida por D. João Lavrador e concelebrada por cinco sacerdotes. Na homilia, o prelado começou por sublinhar que “a Palavra de Deus ilumina a consciência”, partilhando com a assembleia o apelo de São Paulo dirigido a uma comunidade concreta, que convidou a viver um amor partilhado e comprometido com os irmãos.
Referindo-se ao Cursilho, D. João Lavrador afirmou que este é “uma escola de excelência para aprender o amor de Cristo”, recordando que “Deus chama os humildes para confundir os grandes e convidando os cristãos a não vacilarem no amor de Cristo, sustentados por uma verdadeira autoestima interior”.
O Bispo diocesano alertou ainda para o risco de um cristianismo acomodado à rotina, sublinhando que os cristãos são chamados a trazer em si “as marcas da Paixão de Cristo, o Cristo do Amor e da Simplicidade”, que para uns é loucura, mas para outros é salvação. “Chegou o momento de partir e de cumprir o amor que Ele quer partilhar connosco”, afirmou, desafiando cada discípulo a ser sinal de esperança no Reino de amor e de paz. “Procurai o Senhor, vós os humildes da terra”, concluiu, apelando a que cada cristão saiba amar o outro com o coração de Deus e esteja sempre disponível para o amor.
Para além de algumas centenas de cursilhistas, estiveram presentes a presidente do Secretariado Diocesano, Conceição Ponte; o assistente espiritual do MCC, Pe. Manuel José Torres Lima; o assistente espiritual adjunto, Pe. Paulo José Norberto Alves; o responsável pela Escola do MCC, Mons. Manuel José da Costa Azevedo Vilar; e vários sacerdotes e membros do Secretariado Diocesano do MCC.
Por José Borlido