D. João Lavrador pede aos cristãos que tragam o perdão “para este mundo”

| Tempo de leitura: 3 min

O Bispo de Viana do Castelo, D. João Lavrador, apelou, à vivência do perdão e do amor ao próximo, durante as celebrações em honra de Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora, Caminha, que considerou serem pilares fundamentais da vida cristã.

Para o prelado, o perdão deve estar presente na vida dos cristãos e nas relações dentro da comunidade, sublinhando que “não se pode ser cristão sem ser comunitário”. A vivência da fé, defendeu, implica relações de proximidade, fraternidade e responsabilidade perante os outros.

D. João Lavrador considerou, ainda, que o amor não pode permanecer apenas no plano das ideias: “O amor nunca é passivo. O amor é ativo. O amor é real. O amor realmente aplica-se. O amor é sempre ação junto dos outros”, afirmou.

A reflexão estendeu-se à sociedade atual, marcada por conflitos, divisões e sofrimento. Nesse contexto, o Bispo diocesano defendeu que os cristãos devem assumir um papel ativo na construção de relações baseadas na reconciliação, uma vez que “o mundo de hoje precisa do perdão e nós temos por dever fazer esta experiência, transportando-a para este mundo”.

“Precisamos de alegria e precisamos de esperança”, afirmou D. João Lavrador, associando o perdão à esperança e à alegria, que considerou essenciais perante os desafios da sociedade atual.

Durante a celebração, o prelado deixou, também, uma mensagem dirigida às comunidades ligadas ao mar, pedindo a proteção de Nossa Senhora da Bonança para todos aqueles que trabalham nas lides marítimas.

“Nossa Senhora traga para todos aqueles que trabalham nas lides do mar realmente a proteção, o auxílio e o livramento de todo o mal”, pediu D. João Lavrador.

Na sua reflexão, o prelado destacou, ainda, a importância de transformar o perdão numa atitude concreta, capaz de promover a “reabilitação pessoal, a reabilitação comunitária e a reabilitação social”. Para D. João Lavrador, esta experiência deve ultrapassar o espaço da comunidade cristã e refletir-se na forma como cada pessoa se relaciona com os outros e participa na sociedade.

A partir da figura de Nossa Senhora, o prelado reforçou a dimensão da missão e do serviço ao próximo, defendendo que o amor deve conduzir à ação e à construção de uma sociedade mais fraterna.