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Melgaço: Igreja de Paderne recuperada após mais de cinco anos de obras
A igreja de Paderne, também conhecida como igreja do Divino Salvador ou igreja do Convento de Paderne, classificada como Monumento Nacional desde junho de 1910, foi, recentemente, inaugurada após mais de cinco anos de espera pela conclusão da empreitada, que contemplou intervenções no interior e no exterior do templo.
As obras de restauro representaram um investimento superior a 2,7 milhões de euros, depois de a Câmara Municipal de Melgaço ter lançado um concurso público para a reabilitação do espaço de culto.
Em julho de 2023, quando ficou concluída a primeira fase da empreitada, centrada no exterior e correspondente a um investimento municipal de um milhão de euros, o então presidente da autarquia, Manoel Batista, apontava já a necessidade de avançar com intervenções “mais profundas ao nível do interior, de forma a concluir o projeto integral de conservação, restauro e requalificação de todo este património”.
Para a comunidade católica, a reabertura representa um “momento de alegria, depois de ter estado privada durante cinco anos, da sua igreja, e assim, poder voltar a utilizá-la para as celebrações”, assume o Pe. César Maciel, pároco de Paderne.
Para o sacerdote, o processo passou por pensar numa “forma de preservar todo o edificado, de devolver a sua beleza construtiva, arquitetónica, patrimonial, e ao mesmo tempo trazê-la para o tempo de hoje, para a celebração litúrgica”, através da integração de novos elementos, como o altar, o ambão, a cadeira presidencial e o novo sacrário da igreja.
“No fundo, é preservar tudo aquilo que foi possível e, ao mesmo tempo, acrescentar aquilo que para os tempos de hoje é necessário”, acrescentou o pároco.
Durante o período de obras, a comunidade foi, também, obrigada a adaptar-se a uma nova rotina, com as celebrações a decorrerem numa capela em vez da igreja. Uma mudança que, segundo o padre César Maciel, levou os fiéis a “mudar hábitos de espaço, de localização”, assumindo que “isso nem sempre é fácil, conseguir convencer as pessoas a mudarem-se do seu local habitual”, uma vez que “não tem o mesmo simbolismo”.