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Pastoral Juvenil forma animadores para “acompanhar jovens e não apenas dinamizar grupos”
Dezenas de jovens participaram numa formação de animadores promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), num encontro que procurou responder aos desafios atuais do acompanhamento de grupos juvenis e reforçar o papel das comunidades paroquiais na construção da fé.
A iniciativa, dinamizada pelo SDPJ, centrou-se na formação de animadores de grupos de jovens, com o objetivo de os “capacitar jovens para o serviço de animação nos grupos juvenis, ajudando-os a compreender a sua missão não apenas como dinamizadores, mas como verdadeiros acompanhantes”.
Sob o tema “Na dinâmica do sonho”, o encontro procurou sublinhar a necessidade de uma pastoral mais relacional e enraizada na vida concreta dos jovens.
O SDPJ sublinhou que a iniciativa procura responder a problemas concretos identificados no terreno. “A falta de compromisso, a dispersão e a dificuldade em criar relações significativas” são alguns dos desafios apontados, a par da necessidade de adaptar a pastoral a jovens com agendas cada vez mais preenchidas. A aposta, refere, passa por “formar animadores capazes de estar próximos dos jovens, de escutar as suas realidades e de caminhar com eles”.
A organização espera que os participantes regressem às comunidades com “um renovado entusiasmo e sentido de missão”, sublinhando que “o mais importante é a relação com cada jovem”.
Já do ponto de vista formativo, o enfoque foi colocado no perfil e no papel do animador. Um dos formadores defendeu que a função vai além da dinamização de atividades. “Não queremos ser apenas monitores de grupos de jovens ou de jogos divertidos”, afirmou, acrescentando que o animador deve ser alguém que “dá ânimo” e ajuda outros jovens a crescer.
Segundo o mesmo responsável, os jovens procuram referências claras e coerentes. “Esperam que o animador seja um cristão comprometido na Igreja e no mundo”, disse, defendendo também uma postura assente na escuta. “Querem animadores que não julguem, mas que cuidem, que escutem ativamente”,considerou.
A capacidade de comunicação surge como um dos pontos centrais. “Só quando escutarmos é que vamos conseguir falar a linguagem dos jovens”, sublinhou, defendendo maior proximidade e presença nos contextos onde os jovens estão.
O formador destacou ainda o compromisso como um dos principais desafios atuais. “O compromisso talvez seja o que mais precisamos de incutir”, afirmou, admitindo que a multiplicidade de atividades e distrações exige propostas mais consistentes e envolventes.
Entre os participantes, as dificuldades identificadas vão ao encontro deste diagnóstico. A falta de tempo, a desmotivação e a dificuldade em captar a atenção são alguns dos obstáculos apontados, bem como problemas de comunicação e envolvimento. Ainda assim, a maioria refere ter participado com o objetivo de adquirir ferramentas para dinamizar grupos locais, fortalecer a coesão e aprofundar a vivência da fé.
Na sessão, marcou também presença o Bispo diocesano, João Lavrador, que sublinhou a importância de adaptar a pastoral juvenil às realidades locais e à diversidade de contextos.
O responsável alertou para as dificuldades existentes no terreno, referindo que há paróquias sem jovens e outras onde o número reduzido impede a criação de grupos estruturados. “Temos algumas paróquias que não têm jovens e outras em que são em