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Senhora do Minho não subiu à Serra d’ Arga, mas celebração, em Melgaço, mantém devoção e reforça “ternura”
A tristeza ultrapassou a ansiedade que pairava entre os fiéis devotos, que não puderam acompanhar a imagem da Nossa Senhora do Minho até ao alto da Serra d’ Arga, em Viana do Castelo, após restrições impostas pela Proteção Civil , devido à onda de calor que fustigou o país nos últimos dias.
A “mãe do Minho”, como o Pe. Arcélio de Sousa a denominou na Eucaristia celebrada no Convento das Carvalhiças, no coração de Melgaço, é sinónimo de “ternura e proximidade” por todos aqueles que a encontram. “Quando a vemos mais próxima connosco, com essa ternura a proximidade torna-se mais evidente. Temos a graça de tê-la aqui connosco, e infelizmente, ou felizmente, vamos ter a graça de tê-la cultivada na Igreja Matriz”, salientou.
No decorrer da homilia, o sacerdote sublinhou que cada pessoa deveria interrogar-se sobre si própria, procurando perceber como se posiciona e o que emerge do seu interior, sobretudo nos momentos mais difíceis e exigentes, uma vez que é essa dimensão interior que determina a forma como cada um reage perante as adversidades. “Se cá dentro tivermos a preocupação de construir a simplicidade e o valor, vamos encontrar essa mesma característica, que é o próprio Jesus que nos envia, aos pequeninos do reino, a quem Ele revela as grandes verdades” proferiu.
A imagem da Senhora do Minho irá manter-se na Igreja Matriz de Melgaço até ser conhecida a nova data da peregrinação, que percorre os concelhos de Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Melgaço até ao santuário. “Hoje, seria o dia que sonhamos, mas ficou diminuído e tenho certeza que a gente de Melgaço quer também arrancar, quando as normas o permitirem, para a tão desejada peregrinação”, salientou Mons. Sebastião Ferreira, presente na Eucaristia em honra da Senhora do Minho.
Para o vigário geral emérito o “contrato” tem que se manter em pé. “Se Nossa Senhora vinha até Melgaço, era para que os melgacenses fossem até ao santuário”, fixou, reforçando a ligação que existe entre os melgacenses e a Senhora do Minho.
A data para a peregrinação ainda não é conhecida, mas segundo o Pe. Arcélio de Sousa “está para breve”.